MAS...- A paixão é o estado inicial de amor ou desejo, quando uma pessoa acha a outra perfeita - explicou a sra. Breckner.- Basicamente, estamos falando de desejo sexual. Gatsby desejava Daisy, mas chamava de amor. A diferença entre as duas coisas é...A aula da sra. Breckner foi interrompida pelo sinal. Anna suspirou. Na verdade, ela estava interessada em ouvir o que A professora pensava ser a diferença entre as duas coisas. Ela ficou acordada a noite toda, revirando-se na cama, tentando deduzir o que ela devia dizer a Adam, se dissesse alguma coisa.Talvez o que sentisse por Ben fosse só desejo e isso estivesse contaminando seu julgamento.Ela jogou o caderno na mochila e passou-a pelo ombro, depois saiu da sala de aula com todos os outros. Adam eslava encostado nos armários do lado de fora da porta. Ela o evitara o dia todo.- Oi, estranha - disse ele, e deu aquele sorriso torto e doce dele. Ele foi para o lado dela e os dois desceram o orredor. - Não nos vemos há muito tempo. E aí, o quetá rolando?- Não muita coisa. - Anna tinha dificuldade de olhar Adam nos olhos. - Quer uma carona pra casa?- Quero, claro. - Ele manteve a porta aberta para ela. Era uma tarde rara de um céu nublado e melancólico. Adam franziu a testa. - Ei, está tudo bem?- Está. Só ando pensando muito. - Ela podia ouvir como parecia tensa, como estava superficial.Foi só quando eles estavam dentro do carro que Adamfalou novamente. Ela estava prestes a girar a ignição quandoele pôs a mão na dela e a fez parar.- Não é preciso ser telepata para entender que tem alguma coisa errada com você, Anna. Se tem alguma coisa a ver comigo...Anna ficou olhando para as próprias mãos no colo. Isso era horrível. Mais horrível do que ela imaginou que seria.
- Ah, droga, tem alguma coisa a ver comigo - disse Adam. Ele esfregou a tatuagem de estrela atrás da orelha.- Você sabe que eu gosto de você, Adam. - A voz de Anna era baixa e intensa. Ela se obrigou a olhar para ele. - Você é um dos melhores caras que já conheci.- Tem um "mas" de merda vindo por aí, não é? - conjecturou Adam. - Tipo assim, "mas Ben e eu voltamos".- Não. Não voltamos.- Ufa - Adam suspirou. - O que é, então?- Eu não ... Eu ... - Anna não conseguia encontrar uma forma de dizer isso sem magoar Adam era a ultima coisa mundo que queria fazer. -Eu me sinto muito confusa com os homens atualmente - disse ela por fim. - Eu só não acho que possa ter um relacionamento agora.- Se eu estou indo rápido demais...- Não é isso - garantiu Anna a ele. - Fui eu que te beijei, lembra? Eu só acho que preciso de algum tempo para mim. Eu me importo com você. Muito. E não quero temagoar...- Peraí, você está terminando comigo porque não quer me magoar? - perguntou Adam. - Isso não é lá muito lógico.- É- concordou Anna. Ela passou um dedo no volante. - Estou lidando muito mal com isso. Ben ... me magoou. Não vou fingir o contrário. Fui uma idiota em deixar que eleme magoasse, mas... aconteceu. E acho que preciso superar isso, e aprender algumas coisas sobre mim mesma, antes de me envolver em outra relação. Isso faz algum sentido?- Na verdade, não. - Adam apoiou a cabeça na porta do carro. - Droga! Quer dizer, eu sei o que devia dizer: "Tudo bem, tá legal, dê o tempo que você precisar"; mas, francamente, não é assim que eu me sinto. Não é como se a gente etivesse namorando sério...- Eu sei disso. Só preciso ficar sozinha um tempo. Vou para o deserto com a Sam nesse fim de semana tentar organizar as coisas na minha cabeça.- E quanto tempo vai levar pra você "organizar as coisas na sua cabeça"?- Eu não sei, tá legal? - Anna ouviu a aspereza na voz dela. Ela não esperava que Adam a pressionasse desse jeito.
- No momento sou uma oportunista terrível, Adam. E isso não é justo com nenhum de nós.Adam ergueu as palmas das mãos.- O que posso dizer?- Eu lamento muito - disse Anna, e ela foi sincera. - Eu realmente me importo com você. Talvez, no futuro ...- O que eu devo fazer, esperar que você telefone?- Não. Deve encontrar uma garota que mereça você. Porque você é incrível.- Ah, é, ótimo - resmungou Adam. - Esse é o fora mais legal do mundo. - Ele passou a mão no cabelo eriçado. - Faça o que precisa fazer, então.Anna assentiu e deu a partida no carro. Ela arrancou do estacionamento. Em silêncio, eles foram para a casa de Adam. Quando ela chegou na entrada de carros, ele se virou para ela.- Não estou exatamente orgulhoso de como lidei com isso, Anna. Se você precisa de um tempo sozinha, então precisa de um tempo sozinha.Ela teve vontade de abraçá-lo, ele era tão doce. Por que ela não podia ser apaixonada por ele? Por que a droga do seu coração era tão completamente torto?- Obrigada - disse ela. - Por entender.- Então eu vou tomar um monte de duchas de água fria e vamos ver o que acontece. - Adam saiu do carro e foi para o lado do motorista. Ele falou com Anna pela janela aberta.- Bowser vai reagir muito mal a isso, sabe como é.Anna assentiu. Foi só o que conseguiu fazer. Adam deu um meio tchau e ela recolocou o carro na rua. Adam ainda estava olhando-a quando ela se afastou. Se ela imaginou que ia se sentir melhor depois de terminar com Adam, imaginou errado. Porque agora Anna se sentia pior do que nunca. Por que as mulheres parecem muito mais obcecadas pelos homens do que os homens são obcecados pelas mulheres? Anna precisava tirar Ben e Adam da cabeça totalmente e substituí-los por alguma coisa que dissesse respeito a ela, e não a eles.Ela tomou uma decisão repentina e entrou à direita na avenida Sunset em vez de virar à esquerda, que levaria à asa do pai. Foi para a Biblioteca Pública de Beverly Hills.Pesquisar para o roteiro de Gatsby era a única coisa a fazer, concluiu ela. Talvez houvesse alguns ensaios sobre o amor, o desejo e a paixão em Gatsby que poderiam ajudá-la a escrever seu roteiro. Ela simplesmente se atiraria no projeto.Bem que ela poderia ser uma escritora fabulosa. Certamente sabia o bastante sobre os temas da vida, do amor, do desejo, da paixão para fazer jus a um filme de dez minutos. Pelo menos, quando escrevia, ela ficava no controle de tudo o que os personagens diziam e faziam.Ela só precisava escrever seu próprio final feliz.
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